
O diretor sul-coreano Kim Ki-Duk ganhou grande reconhecimento no ocidente no ano passado, quando seu Primavera, verão, outono, inverno... e primavera fez ótima carreira nos cinemas, inclusive nos brasileiros.
Mas se o filme anterior do diretor era baseado essencialmente em belíssimas paisagens e metáforas budistas - o que deve ter atraído a grande maioria do público - e fazia certas concessões narrativas para torná-lo mais acessível às pessoas deste lado de Greenwich, Casa Vazia (Bin-jip, 2004), seu novo longa, é muito mais honesto e descompromissado.
O inteligente filme trata de temas também explorados em Primavera..., como aparências, inadaptação e responsabilidade, mas de uma maneira totalmente diferente. Nele, um jovem chamado Tae-Suk (Jae Hee) vive uma existência solitária à margem da sociedade. Habilidoso, invade casas temporariamente vazias para passar a noite, pegando emprestada a vida das famílias que ali vivem. Come, dorme, vê televisão. Como pagamento, faz pequenos serviços domésticos ou arruma aparelhos quebrados.
Numa dessas visitas, encontra uma linda mulher chamada Sun-hwa (Lee Seung-Yeon), vítima de abusos domésticos. Ela também não tem uma vida socialmente convencional, já que é quase prisioneira de sua própria casa. O encontro desperta fortes sentimentos nos dois e Tae-Suk decide resgatá-la, o que o coloca ambos em grande risco, já que o marido traído fica louco por vingança.
Talentoso, Kim Ki-Duk opta por um recurso inusitado para ilustrar a tristeza e o distante comportamente de seus protagonistas. Eles jamais conversam e toda a sua comunicação é corporal. No entanto, as situações são tão bem resolvidas que qualquer diálogo soaria redundante no relacionamento dos dois. Enquanto isso, as pessoas "normais" falam, ameaçam, questionam, e suas vozes ferem os ouvidos acostumados ao silêncio do casal.
Mas o mundo não vê com bons olhos as pessoas que não se adequam às suas regras e convenções. Assim, não tarda para que os dois sejam separados. É nesse momento que o exausto Tae-Suk opta por tornar-se verdadeiramente invisível e o filme ganha ares de fábula de realismo fantástico. É aí também que se escancaram as intenções do diretor, que critica o mundo e, por que não, o próprio cinema. Fora do alcance das lentes, o jovem protagonista some. É quase um aviso: O cinema não precisa necessariamente registrar uma idéia para que ela seja sentida. Genial.
8 comentários:
Nossa que linda nas fotos, adorei!
Eu tbm tenho uma tatoo no pé, é o nome da minha filha Ana Luísa.
Dói, né? rs
Tenha um lindo fds, seja feliz!
Beijos
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Esse filme parece mesmo legal. Espero que seja exibido aqui nessas ilhas esquecidas no meio do atlantico.
Bom fim de semana sem jacas.
Beijos, Gabi
Oi Pri, não desanima não tá. volta pra dieta q os resultados vão aparecer
bjs Ana Lu
O filme me parece muito interessante! Um excelente final de semana!
Oi Priscila, fiquei com vontade de assistir esse filme, e também o anterior desse diretor, que ainda não vi. Ótima semana, beijos
Pri,adorei a sua foto!!!
adorei tb o comentário sobre o filme, me deixou com vontade de ver.
Espero que tenha melhorado estou na torcida,mesmo não me manifestando muito viu?
bjinhus
Volto mais tarde pra saber as novidades e ver as fotos do final de semana no spa.
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